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Artigo: Empresas Socias – Novos valores

Empresas sociais: novos valores


Por Joana Barcelos

 

As empresas sociais são consideradas empresas comerciais para fins sociais e ambientais. Essas finalidades são absolutamente centrais para o que elas fazem – os lucros são reinvestidos para sustentar e aprofundar a sua missão para uma mudança positiva. Elas precisam ter lucro para competir no mercado, para garantir sua sobrevivência e para investir em seus objetivos sociais ou ambientais e o “ser sustentável” permite uma maior independência frente aos subsídios públicos.

Dessa maneira, além da maximização do lucro, outros valores passaram a fazer parte do objetivo da empresa, como as responsabilidades sociais e ambientais. Segundo Kraemer (2005), “empresas socialmente responsáveis geram, sim, valor para quem está próximo. E, acima de tudo, conquistam resultados melhores para si próprias. A responsabilidade social deixou de ser uma opção para as empresas. É uma questão de visão, de estratégia e, muitas vezes, de sobrevivência.”

Melo Neto afirma que o empreendedorismo social está inserido num novo paradigma da economia, a socioeconomia solidária, que possui as seguintes características: baseia-se na cooperatividade; em um modelo de desenvolvimento de “dentro para fora” e da produção voltada para as necessidades do povo e da nação; centrada no desenvolvimento autônomo, autogestionário de cada pessoa, comunidade e nação; predomínio das “relações de solidariedade”; foco no desenvolvimento integral dos potenciais materiais e espirituais do ser humano e da humanidade; promoção de parcerias com organizações sociais; atua na dimensão indivíduo-grupo-coletividade-comunidade-sociedade; tem nos membros da comunidade os principais agentes ou sujeitos do desenvolvimento; e promoção do autodesenvolvimento centrado nos atributos, recursos e potenciais da pessoa e da comunidade.

Ainda que as empresas estejam em busca de um diferencial competitivo frente às exigências do público, inserido em um mundo de mudanças decorrentes da globalização, acredito que, as próprias empresas perceberam que cuidar e preservar o seu entorno seria favorável para elas mesmas. Pessoas e meio-ambiente são valores fundamentais e necessários para a sobrevivência da empresa. Pensar que os recursos naturais seriam apenas matérias-primas era demasiado idealizador. Se mal utilizados, se esgotam.

Sendo assim, o desenvolvimento econômico e o meio ambiente estão intimamente ligados. Segundo Kraemer (2005), “só é inteligente o uso de recursos naturais para o desenvolvimento caso haja parcimônia e responsabilidade no uso dos referidos recursos. Do contrário, a degradação e o caos serão inevitáveis.”.

De acordo com a figura 1, a ordem é a busca do desenvolvimento sustentável, que em três critérios fundamentais devem ser obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica. “As empresas são o motor central do desenvolvimento econômico e devem ser, também, um motor vital do desenvolvimento sustentável. Para isto, é imprescindível que elas definam adequadamente sua relação com a sociedade e com o meio ambiente” (Kraemer, 2005).

Figura 1 – Desenvolvimento Sustentável – Tripé da sustentabilidade empresarial





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