ARTIGO: A Rota da Sustentabilidade
A Sustentabilidade vem ganhando cada vez mais espaço no mundo empresarial, e podemos observar a cada dia, mais especialistas no assunto se empenhando na difusão do conceito.
Trabalhando diretamente com pequenos e micro empresários é de nosso interesse levar a idéia a esses empreendedores, principalmente porque sustentabilidade hoje em dia não se aplica apenas a grandes corporações e nem requer grandes quantias de investimento.
Em seu artigo A rota da sustentabilidade. Claudio Tieghi faz uma análise sobre como as empresas podem atingir resultados satisfatórios nesse âmbito. Nele podemos observar conceitos como os abordados por Stavitz e Weber no livro A empresa Sustentável, que baseiam tais resultados em critérios como o do impacto ambiental, social e a eficiência da utilização dos recursos pela empresa.
Segue abaixo o artigo:
A Rota da Sustentabilidade
Muitos empreendedores ainda têm a percepção de que responsabilidade social é assunto apenas para grandes empresas. Não é
Por Claudio Tieghi*Na semana passada, durante o 1º Simpósio de Responsabilidade Social realizado pelo setor de franchising, a colocação de um executivo de uma empresa franqueadora me chamou atenção. Tal qual uma grande parcela de empreendedores do país, esta rede de franquias planejava aderir a práticas de responsabilidade social, mas não sabia por onde começar, nem em que área atuar.
O grande empecilho é que muitos empreendedores ainda têm a percepção de que responsabilidade social é assunto apenas para grandes empresas. Não é.
No passado, quando a RSE (Responsabilidade Social de Empresas) era tida como a capacidade de fazer grandes investimentos em projetos sociais, até poderia haver essa leitura. Mas ao longo da última década, o termo ampliou e ganhou novos significados. O principal deles é a sustentabilidade. E este termo permeia tudo que diz respeito à gestão da empresa.
Hoje, para ser socialmente responsável, é necessário primeiro analisar questões como: a empresa faz bom uso dos recursos naturais? Trata com respeito seus funcionários? Escolha de fornecedores confiáveis e conhece sua cadeia de produção? Entrega produtos ou serviços com qualidade desejável? Cuida dos resíduos que produz? Todos esses itens, entre muitos outros, dizem respeito a qualquer tipo de empreendimento e é possível analisar cada um deles graças aos Indicadores de RSE desenvolvidos pelo Instituto Ethos. Eles contemplam categorias setoriais para que uma gama maior de empresas, mesmo as pequenas, possam utilizá-los com êxito. Existem indicadores para o setor de mineração, financeiro, construção civil, para micro e pequenas empresas e, desde o ano passado, também para o franchising. Os indicadores são perguntas reunidas em questionário cujas respostas, sigilosas, são processadas internamente pelo Instituto Ethos. O resultado é entregue à empresa e ela pode comparar a nota que recebeu com a média obtida pelas empresas, além de compará-la às empresas que conquistaram os melhores resultados e assim ter uma idéia de como se posicionar em relação a cada item avaliado. É uma boa radiografia de como anda a responsabilidade social do próprio negócio. Por exemplo, a empresa pode se sair bem em aspectos éticos como definido no item “Práticas anticorrupção e antipropina”, mas se sair mal no quesito “Critérios de contratação e valorização da diversidade”. E essa consultoria, acessível e gratuita, oferece os subsídios necessários para que a empresa descubra o “por onde” e “como” começar, tornando a responsabilidade não só acessível, mas também uma grande aliada na gestão dos negócios. O importante é dar o primeiro passo, principalmente em tempos de Aquecimento Global.
*Claudio Tieghi é presidente da Associação Franquia Solidária (Afras ), braço de responsabilidade social da Associação Brasileira de Franchising (ABF).





